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Camarote
Salvador |
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Axé
Mix - I.Sangalo |
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Micarande
2005
Por:
Frotinha |
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Tudo começa
na quinta-feira a noite, eu (Frotinha), Lelynho e Wander rumo ao aeroporto,
mas o papel do Wander seria o de motorista mesmo, ele ficaria para
curtir o show da Ivete no dia seguinte. Uma viagem tranquila até
Recife e já no aeroporto onde tinhamos que enrolar até
as 6h00. para pegar o carro, encontramos a musa inspiradora de Lelynho,
ninguém mais nem menos do que ela... Elke Maravilha!! Isso
mesmo, tinha gente que acordou rapidinho para poder tirar uma fotinho
com ela...
Quando foi de 6h00. (essa expressão aprendemos lá),
pegamos nosso celtinha e bora rumo a ilha de Itamaracá, no
forte Orange. Já era de 7h30. quando os dois babacas descem
na praia, como se fosse normal esse horário... mas tudo bem,
fizemos amizades bem rápido, logicamente que nossos amigos
eram as pessoas que moravam ali... a tia da barraca, o guia turístico,
o cara dos artezanatos em conchas de ostra e lógico, o cara
que vendia as ostras... foi aí que a praia começou a
ficar legal... cerveja gelada, sol rachando e pasmem... 80 ostras
na mesa.. isso mesmo, 80 ostras com limão e sal, mas o pior
que não foi dividido, o sr Lelynho barriga seca (como a tia
da barraca chamava ele) comeu no mínimo umas 70. Mas tudo bem,
depois de comer um pouquinho de ostra fomos visitar o forte e vamos
logo para Campina Grande!!!
Chegando em C. Grande tinhamos que procurar a tal da Casa dos Chicleteiros,
isso mesmo, os caras indo de Sampa só por causa do Asa e vão
ficar logo na Casa dos Chicleteiros. Achamos a casa, uma galera muito
gente fina do Brasil inteiro estava hospedada lá (serão
citados nos próximos parágrafos pois até agora
não conhecia ninguém) e já ganhamos um crachá
com nosso nome e estado. Saímos para fazer as correrias de
abadá pois nesse dia iriamos no Chiclete (porque ir para Campina
Grande e não sair no Spazzio não dá né?)
e ainda não tinhamos comprado nada. Mas tudo foi resolvido
logo e em pouco tempo estávamos rumo ao bloco, por sinal fomos
de moto-taxi e tinha neguinho se cagando de medo!!
Aí que começa a festa!! Logo no início, a galera
toda tímida ainda na frente do bloco mas o Lelynho estava uma
simpatia nesse dia... logo com a faixa pra cima e o Bell já
solta um “oxxx até Lelynho taí é?”
e na outra faixa que ele pedia música tinha o nome de nós
dois lá.. aí já vem outra “é isso
aê galera de sampa Lelynho e Frotinha” tudo bem que essa
segunda me contaram, porque acho que tapou meu ouvido e não
escutei...bom o bloco foi maravilhoso, com direito a ele falar várias
vezes também da casa dos chicleteiros... Bell tava empolgado
e mandou muito bem!! Na sequência, voltamos e pegamos um pouco
da Timbalada que vinha atrás... isso foi só a primeira
noite...
Sábado de manhã, já começando a conhecer
a galera e ficamos em casa tomando várias Pitu-cola (que eram
os patrocinadores da casa) e jogando conversa fora.. inclusive com
um pessoal que conhecemos do estabelecimento familiar na frente da
nossa casa, um bar chamado Mulheres de Areia, com uma galera muito
gente fina!! Mas tivemos que sair para providenciar o abadá
do dia e almoçar.. bom, foram duas situações
de celebridades (como o Lelynho foi considerado no local) Primeiro
fomos no hotel do pessoal do Asa, pegamos o abadá, cumprimentamos
alguns caras da banda e fomos almoçar onde estavam alguns do
Chiclete... mas mal demos atenção para eles... queriam
tirar fotos, pegar autógrafos mas saímos de fininho..rs.
Vamos logo pra casa que tá na hora! O pessoal da casa foi tudo
no chiclete e como nós iriamos no Asa, não pegamos a
Kombi do correio e fomos mais cedo... Simplificando, o Asa arrasou!!!
incluindo a moral da coroa dentro do bloco e o Durval citando várias
vezes o que escrevemos nos cartazes e citando o nome dos dois... quando
acabou o bloco ainda nos demos o direito de pegar o final do Spazzio
e na sequência uma passadinha pelo Uau (com babado).. assim
se foi mais um dia.
Os pés amanhecem doendo, as pernas bambas, a boca seca mas
a empolgação não pára!! Bora acordar para
a grande feijoada do Uau... todos empolgados, tinha até neguinho
querendo ir de camelback... chegando lá, que desespero, só
tinha a galera da turma e os seguranças... mas para nossa sorte,
chegou o Lelynho... pronto! alguém para se ferrar conosco...
huahuahua mais um! mais um!! e depois de nos divertirmos muito, vamos
embora que é dia de Spazzio... mas Lelynho arriscou deixar
para a última hora para comprar o abadá, isso deu um
prejuízo... fora a correria pois não achava nenhum para
vender, mas tudo bem, vai valer a pena! Chegando no bloco o pequeno
Lelys já leva um sporro do Bell, foi pedir uma musica qua já
tinha tocado e o Bell solta “Oxx, chega atrasado no bloco e
quer pedir musica repetida??!!” Mas tudo lindo, quando levantei
a faixa da turma ele também aloprou “Olha aê a
turma do glu-glu-glu-glu-glu” foi muito cômico! A turma
estava na pilha, todos reunidos quando chegamos na praça do
povo e bora rodar o abadá!!! Teve até coreografia nova!!
Foi muito legal, o Bell tava empolgado e puxou mais que o esperado...
ainda bem, porque essa era a nossa última noite... mas demos
uma passadinha no Jammil. A noite ainda não acaba, começam
a chegar as pessoas na casa, todos trebados e querendo dormir mas
teve gente que tava tão doido que acabou saindo novamente e
trancou a galera na casa.. sem comentários e sem citar nomes...
a única coisa que deixaram na casa foi um cartaz “F.M.”
huahuahau, mas tudo bem, a galera acabou entrando pela lateral, o
varetinha achou a chave... huahauhau
Agora sim estamos arrebentados, segunda de manhã e a galera
começa a ir pra casa, mas sobram alguns vagabundos que resolvem
pegar uma prainha... então, Sidney, Paulo, Frotinha e pequeno
Lelys entram no carro rumo a praia, ou será rumo as ostras??
Voltamos para a ilha de Itamaracá para procurar a tal da ostra
assada... em plena segundona a galera sentada na praia, peixe frito,
macachera, cerveja e lógico muita mas muita ostra, nesse dia
foram mais de 200!!! Todos com o bucho cheio e pé na estrada
para pegarmos o avião. Os cearences ficaram no aeroporto enquanto
a dupla de Sampa foi procurar uma baladinha esperta mas para nossa
desilusão estava fechada, então, apenas um choppinho,
uma costelinha de cordeiro e bora pra casa!!
É... foi mais ou menos assim, alguns detalhes não precisam
ser citados e outros eu nem lembro, mas que Campina Grande, casa dos
chicleteiros, rodar o abadá, mulheres de areia, zoeiras do
Bell e Durval, cartazes curiosos e o famoso moto-taxi ficarão
na memória para sempre isso é certeza!!
.: Ó situação! :.
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