| Assim como a maioria, já pensei
que Luiz Caldas fosse apenas um cantor baiano de uma trilha sonora
de novela, mas esse homem é um artista excepcional, não
só pela sua obra, mas pela sua atitude para com seus amigos
e para consigo mesmo.
Essa pessoa iluminada e querida foi muito festejada esse ano no
Carnaval de Salvador por conta do aniversário de 20 anos
da axé music, que tem como referência a gravação
de “Fricote” (Nega do cabelo duro) por Luiz.
Mesmo ausente dos holofotes da mídia, a Bahia não
esqueceu de seu filho ilustre e durante os dias de folia. No carnaval,
muitos artistas convidaram esse virtuoso instrumentista para uma
canja em seus blocos. Ele atendeu ao pedido de seus amigos e reis
baianos. Durval Lelys, Rei da rua e Daniela Mercury, a Nossa Rainha.
Com muito carinho, Lula (como é chamado pelos baianos) concedeu
uma entrevista e nos contou a razão por sair da mídia
e o que está planejando para esse novo momento de sua vida.
Encantando a todos ao redor, o “pai” da Axé music
contou sua história e deu um exemplo a todos artistas que
sucumbem ao mercado e perdem a veia artística. Confira abaixo
o delicioso bate-papo com essa entidade baiana.
Lelynho.com.br:
Luiz, conte-nos o que te fez sair dos holofotes e ficar fora da
mídia? Foi mesmo depressão, como falaram?
Luiz
Caldas: A própria mídia, porque a forma de
trabalho dela, das gravadoras não combinavam mais com o meu
pensamento. O meu pensamento foi sempre música, eu sempre
pensei em fazer algo diferente, mesmo que depois de feito as pessoas
chegassem e falassem “não gostei”. E as gravadoras,
hoje eu compreendo que elas não se podem se dar ao luxo de
ficar à mercê das pesquisas do artista. Então,
por esse motivo, eu preferi continuar com a música porque
eu sou casado com ela e não com gravadora, nem com jornal,
nem televisão, nada disso. Eu sou casado com a música
e até hoje eu vivo dela. Então, eu fui para os teatros,
eu fui tocar chorinho, tocar violão, piano, não parei
com a música, eu vivo disso, eu não tenho outra profissão.
Então eu continuei fazendo música e coisa e tal. Por
isso é que chegou meio distorcido. Não cheguei a ter
esse lance de depressão, cheguei a ter desilusão,
essa é a palavra.
Lelynho.com.br:
Mesmo no auge?
Luiz
Caldas: Mas foi isso, é pq eu não ia repetir
a mesma fórmula de Haja Amor. Uma música é
uma música, se ela fez sucesso eu vou tentar fazer sucesso
com outra coisa, com outra música, mas não tirar daquilo
ali todas as fórmulas como Rambo I, Rambo II, Rambo III,
isso é loucura. Isso é que fez com que eu me afastasse.
Não que eu quisesse. Se a gravadora chegasse “Tente
o que você quer fazer que a gente lança”, aí
eu estaria aí. Mas não deixaram assim. Aí botaram
um monte de grupos no meu lugar que estavam dispostos a imitar de
certa forma o que eu já tinha feito.
Lelynho.com.br:
Assim confirma o apelido de “Pai” da Axé Music
botando um monte de gente na mídia.
Luiz
Caldas: É, de certa forma eu sou um dos percursores
desse movimento. Eu não fiz nada sozinho, claro, ninguém
faz nada sozinho. Eu tive o apoio de todos os artistas da minha
época como o Chiclete com Banana, logo depois o Asa de Águia,
o pessoal da Banda Reflexu´s, Sarajane, Gerônimo, então
tem uma gama maravilhosa de artistas.
Lelynho.com.br:
Você tem muitos amigos, vemos como é querido por Daniela
Mercury, Durval Lelys, seus amigos mantiveram contato com você
durante esse período ou se afastaram?
Luiz
Caldas: Sempre, nossa amizade independe disso. Eles são
sabedores disso. Eu nunca passei necessidade, eu sempre vivi muito
bem com a minha música. Então quando eu decidi de
uma certa forma não gravar mais, eu fiz isso com muita grana
pra poder viver bem, eu tenho uma vida totalmente estruturada, não
dependo de música pra viver. Eu sempre estive junto deles.
Eu participo dos discos da Timbalada já desde o início.
Eu sou músico também, sou instrumentista, então
isso fez com que eu me aproximasse e eles se aproximassem de mim
também. Apesar da amizade ter sido criada através
da música ela independe disso. A gente tem um carinho muito
grande, um respeito muito forte e talvez seja esse o grande segredo
da axé music, nem tanto a musicalidade de cada um, o que
cada um faz, mas essa sim essa união entre todos. Isso fez
com que cada um tenha o seu próprio estilo, você não
pode comparar o axé que Durval Lelys faz com o de Bell, o
de Daniela com o de Ivete, de Margareth com o Olodum. Cada um tem
a sua praia, eu fico feliz que eles me considerem, de certa forma,
meio pai disso tudo, porque eu fui o primeiro a ir para a televisão,
a ter coragem de ralar pra conseguir alguma coisa e foi há
20 anos atrás com “Fricote “(Nega do Cabelo Duro),
que antes disso já existia o axé music na Bahia, mas
ela foi um marco pelo fato de que foi a que primeiro o Brasil conheceu.
Lelynho.com.br:
Sabemos que está preparando um DVD? Como será esse
trabalho? E você foi convidado em muitas gravações,
e agora vai dar para convidar todo mundo?
Luiz Caldas: É todo mundo não, mas
eu tô fazendo até pelo tempo que eu tenho de carreira
que é um pouco mais do que eles e eu estou trazendo convidados
que realmente tenham a ver com a minha história. Vai participar
comigo Durval, Ivete, Caetano , tudo indica que vai cantar comigo
porque ele gravou junto comigo, Armandinho, Carlinhos Brown (que
começou tocando percussão na minha banda). Tá
bem interessante, tá super legal e tá um formato um
pouco diferente dos formatos dos DVDs que são lançados
hoje . A gente escolheu um teatro que é um lugar mais aconchegante
pra música. Pode não ser tanto pra euforia, de muita
gente de mão pra cima, aquela coisa. Mas a plástica
cenográfica, a posição sonora do trabalho,
tudo isso num teatro você consegue tirar melhor.
Lelynho.com.br:
E do repertório, terão músicas novas? Ou músicas
que fizeram história?
Luiz
Caldas: Tem um pouco de tudo. Mais um pouco até
de quantidade, mais a minha parte discográfica mesmo, de
história tudo, porque são 20 anos só de axé
music, 35 de música. Então, têm músicas
desde antes do axé music como têm músicas também
que fizeram parte desses 20 anos como “Haja Amor”, “Tieta”,
“Fricote”, “O Que que essa nega quer” e
várias outras músicas assim. “Visão do
Ciclope”, que foi a primeira música que eu fiz com
Brown que eu acho que foi um dos primeiros reggaes a serem gravados
lá em Salvador. Porque eu acho que só quem gravava
antes era Gilberto Gil, mas gravava para o Brasil e morava por aqui,
Rio, São Paulo. E eu não, eu morava lá. Isso
também de uma certa forma ajudou para que os grandes regueiros
como Sine Calmon, Edson Gomes, Ed Rox, Djamba, se eu for falar aqui
hoje em dia são tantas bandas que tem, que tocam reggae de
uma forma legal e eu me sinto também dentro desse contexto,
porque eu adoro o ritmo. A mesma coisa com o pagode, O “que
que essa nega quer”, quando eu compus essa música com
o Bajara que tocava comigo percussão e hoje toca no Asa de
Águia, quando a gente fez essa música, praticamente
as pessoas conheciam samba-duro, chula, essas coisas na Bahia, não
tinha uma banda de pagode, a não ser o Gera Samba que fazia
umas músicas assim, que depois se transformou em É
o Tchan. Então essa música fez com que aparecessem
vários grupos, a exemplo dos mais antigos como Harmonia do
Samba com Xanddy, aos mais novos com Márcio Vitor, o Psirico.
Então também estou nesse contexto. Talvez por isso
é que, de uma certa forma, haja esse carinho em torno da
minha pessoa, vamos dizer assim. E eu gosto de todo mundo também.
Lelynho.com.br:
Quando você veio para a mídia teve muito preconceito,
era uma coisa nova, não era um produto maquiado e feito para
consumo rápido. Mas você veio e foi um fenômeno
pop. Como é que foi isso?
Luiz
Caldas: Existe uma coisa engraçada nisso que é
o seguinte. Muita gente achou estranho pelo fato de que eu nunca
tive uma pessoa que me vestisse mesmo. “Você vai vestir
isso, porque isso combina com aquilo, você vai cantar isso,
porque o contexto é esse”. Não. Quem quisesse
trabalhar comigo ia saber que eu visto o que eu gosto, eu canto
o que eu gosto. Por isso é que é verdadeiro. Eu posso
ter uma equipe trabalhando comigo, me ajudando em diversas coisas.
Mas quanto ao meu visual e à minha música, a última
palavra vai ser sempre minha. Mesmo que isso me leve novamente ao
ostracismo, eu continuo com a minha palavra.
Lelynho.com.br:
E todo mundo quer saber, por que você anda descalço?
Luiz Caldas: Muita gente até quando eu tô
calçado diz “Pô, não é ele não!”.
É um caso raro eu acho no meio artístico, que eu sou
o artista que as pessoas mais conhecem pelos pés e menos
pelo rosto. Se eu tiver descalço eu posso estar com a cara
de Carlinhos Brown que vão dizer que é Luiz Caldas.
Se eu tiver calçado eu posso estar parecendo comigo mesmo
que eu vou ser um sósia.
Lelynho.com.br: E os seus irmãos? Você
aprendeu a tocar em casa, como era o ambiente musical na sua casa?
Luiz Caldas: A minha família toda toca.
Todos são músicos, minha mãe, o meu pai sempre
gostaram muito de música, eu sempre respirei música.
Era inevitável que isso acontecesse comigo e com meus irmãos.
Cada um tem o seu trabalho, por exemplo, Paulinho Caldas toca com
Carlinhos Brown, é baterista dele e grava com todo mundo
porque é um vocalista também muito bom. Carlinhos
Caldas fez um disco que fez muito sucesso na época, em 86,
por aí. Depois ele não quis seguir da forma que ele
faria o trabalho dele. Os outros trabalharam comigo musicalmente,
é uma família de música, não digo de
músicos, é uma família de música.
E seu irmão, com quem aprendeu a tocar, Durval
Caldas?
Luiz
Caldas: Durval é um grande parceiro que eu tenho
até hoje, ele tá trabalhando hoje com um estilo de
música completamente diferente, tocando blues com o filho
dele, Julio Caldas, que é um grande guitarrista. Então
continuamos na música, compondo juntos, sempre. As coisas
continuam como deveriam ser, graças a Deus.
Lelynho.com.br:
Fale do estilo que você apresentou ao Brasil com
o nome da música Fricote, o Deboche.
Luiz
Caldas: Deboche, Fricote é o primeiro nome do Axé
Music.
Lelynho.com.br:
É muito difícil rotular esses ritmos todos. .
(Interrompe)
Luiz Caldas: É muito mais fácil pra quem trabalha
na imprensa. O cara chegou na imprensa e colocou de uma forma pejorativa,
foi o Hagamenon Brito, um jornalista de Salvador. Ele curtia muito
com a minha cara, me chamava de “Michael Jackson Tupiniquim”
. E falava “lá vem aquele cara com o axé music”,
mas ele nunca imaginou que aquilo ia se tornar num movimento musical
mais bem sucedido da Bahia, porque nem a bossa-nova nem qualquer
outra coisa, nem a Tropicália, tudo isso, ninguém
nunca vendeu tanto disco quanto a gente vende e fez tanta alegria
quanto a gente faz. Eu me sinto muito honrado de ser o percursor
de um movimento como esse. O Brasil é popular e eu também
sou. Popular e Populoso.
Lelynho.com.br:
É interessante falar desses rótulos, apesar de ser
uma visão pobre de qualquer música.
(Interrompe)
Luiz
Caldas: É uma necessidade mercadológica.
As empresas precisam rotular pra vender em grande quantidade. Se
for fragmentar isso fica difícil pra o consumidor comprar.
Pô, ninguém sabe que eu sou instrumentista, que eu
toco violão clássico, piano clássico, cavaquinho,
guitarra, baixo, bateria, banjo, vários, vários instrumentos.
Mas as pessoas acham que eu só sei andar descalço,
cantar e botar os dedinhos igual à pára-brisa de carro.
Lelynho.com.br:
Falando sobre rótulos e existem várias vertentes de
música na Bahia, tem o samba-reggae, tem o deboche, tem o
Ijexá, merengue, o galope, o pagode baiano e tudo isso entrou
na axé music, que ficou maior do que tudo.
Luiz
Caldas: O axé music é só mesmo um
nome que se dá a um caldeirão onde cabe tudo. Nós,
baianos, sabemos quando um cara toca alguma coisa “ah, isso
é um samba-duro”. Aí daqui a pouco o cara toca
alguma coisa e aí você diz “isso é um
Ijexá”. Mas para o turista é axé music.
Então pra mim é melhor ainda, que venham todos. A
união faz a força. Em música não deve
existir preconceito nenhum, porque questão de luxo não
se discute.
Lelynho.com.br:
E os músicos que admira?
Luiz
Caldas: Têm muitos, vou citar George Benson, grande
guitarrista. O cara toca muito e ele consegue fazer uma coisa maravilhosa
que é que quem faz aqui no Brasil é Sivuca, Hermeto
Paschoal, que é solar com a boca e o instrumento ao mesmo
tempo. O Cláudio Zoli também faz isso legal. São
músicos que têm algumas nuances bem diferentes, algumas
coisas que são bem interessantes pra quem quer aprender.
Como eu sou guitarrista, geralmente ele vai ver um guitarrista que
toque muito rápido e isso tudo é muito simples de
fazer na guitarra, tem muito truque. Difícil é você
solar como o David Guilman, do Pink Floyd, que sola devagar e com
sentimento. Você entende tudo legal. Armandinho, Pepeu, Frank
Solari, um gaúcho danado, um garotão que toca muito,
muito. Robertinho do Recife, nós temos guitarristas maravilhosos.
E em outros campos, o próprio ministro Gil que sabe fazer
reggae tão bem quanto Marley. É um leque fora de série
o que a gente tem de músicos no país. Eu tive o prazer
de conviver com a maior parte deles no início dos anos 80
que foi na época que eu iniciei também. No Chacrinha
a gente dividia o camarim como eu tô dividindo aqui hoje com
Pery Ribeiro, Sandro Becker e Paulo Diniz também, tanta gente
boa de uma outra época. Naquela época eu dividia com
Cazuza, Roger do Ultraje, os meninos do Titãs, Arnaldo cantava
ainda no Titãs, Wando, Agepê, quer dizer, eu sempre
estive no meio de todos músicos de uma forma super legal,
honesta, sem querer atravessar ninguém, pelo contrário,
eu quero que todos se dêem muito bem porque aí a música
fica fortalecida. Talvez por isso até eu tenha tantos amigos,
não só na Bahia mas em todo lugar.
Lelynho.com.br:
Você está praticando Yoga? Está praticando na
mesma academia que Durval Lelys?
Luiz
Caldas: Então é muito legal e me devolveu
não só a mim, mas a Durval Lelys que também
pratica... Não é a mesma academia, nós chamamos
de Egregora, não é a mesma Egregora, isso não
é religião, o Yôga é uma filosofia, não
tem nada a ver. Isso de “você não pode fazer
isso, você não pode fazer aquilo”, não
tem repressão, você pode fazer tudo o que quiser. Agora,
alguns tomam algumas determinações por querer mesmo.
Eu praticamente há dois anos não como carne nenhuma,
o lance de bebida também, não, isso te dá de
uma certa forma uma coerência maior para com o que você
quer, uma disposição melhor, e o mais importante,
uma concentração fora de série, que é
o mais importante. Porque a gente tá acostumado a pensar
o dia todo e no Yôga a gente aprende a passar no mínimo
3 ou 4 minutos sem pensar em nada, para esvaziar a mente. A gente
fica tão afobado no dia-a-dia que, às vezes, se pega
querendo fazer 2 ou 3 coisas ao mesmo tempo, não existe isso.
Faça uma bem feita, depois faça outra.
Lelynho.com.br:
Você viu a nova música de Durval, Paixão da
Índia? Você participou na composição?
Luiz
Caldas: Gostei, não participei não. Aliás,
era para eu estar em Salvador gravando hoje. Eu, Durval e o Mestre
Carlos Cardoso vamos gravar um disco de mantras para o pessoal do
Yôga. Mestre Carlos Cardoso que é um grande artista
e esse é mestre mesmo, maravilhoso, toca viola de cocho,
vários instrumentos diferentes. E nós vamos pegar
táblas, cítaras, instrumentos assim de anos e vamos
fazer.
Lelynho.com.br:
Você tem alguma religião? Freqüenta algum terreiro?
Luiz
Caldas: Eu creio em Deus e sempre agradeço a Oxóssi
e Oxalá, que é Deus no sincretismo africano. Mas eu
não sou uma pessoa doente por isso não. Eu acho que
a melhor religião é você ser uma pessoa honesta,
uma pessoa boa, respeitadora, que ajude aos outros, eu acho que
isso tudo é Deus.
Lelynho.com.br:
Como é seu dia-a-dia? Como está a sua rotina?
Luiz
Caldas: Do meio do ano pra cá o pessoal da Penteeventos
têm me alugado muito, eu tenho trabalhado com muita coisa
porque é necessário fazer isso. Eu tô retornando
a fazer os carnavais fora de época, toda essa coisa, e isso
requer um trabalho de publicidade, de divulgação,
um trabalho que eles estão fazendo muito bem feito e eu tenho
que apoiar de todas as formas, dando o máximo de tempo possível
que eu tiver. Mas, fora isso, eu sou super caseiro, tenho um estúdio
em minha casa, a casa graças a Deus é bem grande,
só piano acústico tenho dois dentro de casa, violões
eu tenho três, guitarras eu tenho 14, tenho 3 baixos, 2 baterias,
percussão nem se fala, eu tenho muito instrumento. Então
eu fico em casa tocando, curtindo com os meninos, os meus filhos
já são já bem adultos, tenho um de 20, um de
22 e um de 25 e uma netinha de 4 anos. E eu fico babando e curtindo
lá.
Lelynho.com.br:
E o que vem por ai? O que está empolgado para realizar?
Luiz
Caldas: Terei os ensaios na boate Fashion em Salvador,
puxarei o bloco Nu Outro, que é o antigo Nu Outro Eva, esse
ano saio no sábado e na quinta-feira sai a banda Eva e na
sexta o Rapazolla.
Tem também as micaretas pelo Brasil, vou puxar o Bloco Pipoca
no Vital, vai ser muito bom tocar lá.
Lelynho.com.br:
Luiz, Nós ficamos muito felizes e satisfeitos em entrevistar
alguém tão especial e importante. Obrigado pela atenção!
Herik
Mourão |