Home
Fale Conosco
Lojinha | Cadastre-se
 
FatBoy Slim
Asa e Exalta
Asa e Exalta - Troca de Abadas
Jorge & Mateus e EVA
Expresso Jorge & Mateus e EVA
Ensaio Geral do Camaleão
Carnaval em Votuporanga
Carnaval do Bloco do Urso
Carnaval em Votuporanga
Central do Carnaval
Camarote do Reino
Camarote Salvador
Axé Mix - I.Sangalo





6 anos de Inimigos da HP - 1ª Parte
Por: Herik Mourão
Em comemoração aos seis anos de carreira da banda Inimigos da HP, o site Lelynho.com.br preparou uma matéria sobre os rapazes que já conquistaram São Paulo e agora conquistam o Brasil. A matéria será publicada em duas partes, a outra metade da entrevista será publicada na semana seguinte e quem quiser conferir ainda mais sobre os Inimigos da HP, visite o site da banda: www.inimigosdahp.com.br

Para quem não tem a dimensão das conquistas e da influência desse grupo de amigos que resolveu fazer pagode para animar às viagens e aos amigos, basta ver o movimento na Vila Olímpia as terças e domingos e ver um público, que até então não conhecia, tendo contato com o pagode. Até mesmo a idéia de tirar fotos na balada e publicar no site já era uma das coisas que a banda fazia, anos atrás.

Felizes da vida com o trabalho e investimento de marketing por parte da gravadora EMI, as turnês estão chegando cada vez mais longe: voltaram do Sul recentemente e a maratona de shows está ocupando a agenda toda. Já tiveram 4 shows em menos de 24 horas. Itu à noite com Ivete Sangalo, Campo de Bagatele para um milhão e meio de pessoas nas comemorações de 1º de Maio, Ermelino Matarazzo também comemorando o dia e, finalmente, o tradicional domingo no Santa Aldeia. É comum a banda tocar em 2 lugares, mas sempre com a responsabilidade de não se indispor com público ou contratante, escolhendo sempre locais distantes um do outro. Já são mais de 30 mil cds vendidos e 15 mil DVD´s.

Confira agora um pouco mais dessa trupe

Lelynho.com.br: Vocês surgiram para fazer um pagode entre amigos. Como que o Axé entrou no repertório de vocês?

Léo: A gente fazia pagode de mesa, tocávamos de tudo, sambas bem mais antigos. A gente apresentou Beth Carvalho, Jorge Aragão, Fundo de Quintal e grupos de samba de raiz, que o pessoal ainda não conhecia, mas acabaram conhecendo através da gente.
E foi assim, tocando de tudo, que colocamos o Axé no repertório. Não só eu, mas outros inimigos já passamos Carnaval em Salvador três vezes e fomos a outras micaretas, como Carnalfenas.

E foi na época que deu esse boom de Chiclete com Banana e Asa de Águia. O Jammil lançou "Ê Saudade" num Carnaval que eu tava lá. E nessa vontade de tocar, o Sebá já tocava violão, ele pegou umas partituras e começamos a fazer no meio do show, a gente nem ensaiava. Sentava em roda e tocava como se fosse em casa, na época era no Praia da Boa Viagem.

A galera pedia Axé, o Sebá levava as partituras e eu tocava cavaquinho. O pessoal com os instrumentos de pagode, então a gente chamava de "Axé de Roda".

Lelynho.com.br: Vocês têm uma ligação muito forte com o Mário Sérgio do Fundo de Quintal, como isso aconteceu e ele virou o padrinho da banda?

Alemão: Pô, essa história é legal. Quando a gente começou a tocar, era muito na zueira ainda. Minha mãe adora música, ela vai muito em barzinhos ouvir música, tem muitos amigos músicos. Ela acabou conhecendo o Mário Sérgio do Fundo de Quintal. E mesmo antes da gente começar a tocar, ele já tinha ido lá em casa algumas vezes. Minha mãe cozinha muito bem e costuma chamar os amigos em casa.

Ai quando a gente tava começando, minha mãe, para dar uma incentivada, chamou o Mário Sérgio para jantar em casa, já que ele adora a comida da minha mãe, e aí a gente ficaria conversando, trocando umas idéias.
E nessa, ele veio e ainda comentava com a minha mãe, "Não acredito, que seu filho tá tocando!". Ele disse: "Tem mais é que ir mesmo!". Deu umas dicas pra gente. Sempre o que vai acontecer. E a gente vira e mexe e conversa com ele. Pô, o cara tem uma baita experiência. Pra gente, além de ser uma honra, é legal, porque ele dá uns toques e virou um amigo nosso.

Lelynho.com.br: E os duetos? Quem mais tocou com vocês e deram força?

Léo-Sebá: Mas fazer esse lance de duetos, sempre que aparecem uns caras, a gente chama.

Alexandre Pires já foi quando a gente fazia samba de roda no JAVA CAFÉ. Gil da Banda Beijo foi à primeira pessoa do Axé que cantou com a gente.
Mário Sérgio, que é o nosso padrinho, Pixote, Batom na Cueca, Sensação, Jeito Moleque, Chorão, Tchakabum, entre outros.

Alemão: Rosa Maria Colin, Ela é uma pessoa que deu uma força pra gente.

Lelynho.com.br: Como aconteceu aquele dueto do Sebá com o Rei Durval?

Tocha: O Durval já tava tocando "Caça e Caçador" e ele viu a gente no Faustão cantando "Casamento não" e junto do Marcelo Brasileiro (empresário ASA) disse pro Mauricio
Prado que ia chamar o Sebá na Trivela. Ai mandou 3x.

E no dia seguinte, ele apareceu no camarote do Santa Aldeia. A gente o convidou humildemente e ele foi na hora. Era ainda na parte do pagode e ele subiu pra cantar com a gente.

Léo: Aí começamos a tremer, era o rei do seu lado. O Bonilha chorava. Ele ficou meia hora com a gente no palco.

O público cantava tão alto, que a gente não conseguia fazer o som passar por cima da voz do público.

Sebá: Foi emocionante, foi um momento maravilhoso na história do Inimigos. Ver a galera inteira cantando. E o menos esperado, foi ele ter ido no dia seguinte no Santa Aldeia pra cantar conosco.

Lelynho.com.br: Vocês estão em evidência e são conhecidos como "Mauricinhos do Pagode". Não são alvos das "Marias Pagodeiras"? A mulherada não cai matando?

Bonilha: Tem de tudo. Tem mulher que cai matando bem intencionada, tem mulher que cai mal intencionada. Tem gente que gosta do nosso trabalho, é fã e gosta da música, tem gente que quer ficar do nosso lado, só porque a gente ta aparecendo. Mas sabemos dividir bem isso.

Cebola: Eles gostam da gente como gosta de qualquer artista.

Lelynho.com.br: Contem pra gente os planos e projetos que vocês tem para o Carnaval 2006?

Léo: Existem 3 idéias.
A primeira é fazer navio, que pára 3 dias em Salvador.
Temos também duas propostas para camarotes. Oceania e um outro, que ainda não sei qual é.
Estamos querendo fazer o Navio, querendo botar um dia de camarote.

Mas a vontade de todo mundo é fazer um trio.
É complicado fazer, tem todo um lance de prefeitura e licenças. Como tem muita gente de São Paulo, a gente acha que rolaria fácil. Um dia seria legal fazer.

Já falei com o Borgerth(Marcelo Borgerth, dono dos trios Demolidor 1 e 2). Em geral, a gente prefere fazer palco à noite e com iluminação, mas fazer um trio de dia em Salvador, na Barra... E a galera louca quicando lá embaixo. Seria muito legal!

Gui: A gente ainda está estudando as propostas. Nós não sabemos se vamos para ser mais um em Salvador ou se ficamos para ser "os caras", aqui, no Guarujá, interior ou no Sul. De repente, a gente consegue ter um pouco mais de exposição.

A gente sabe que o Carnaval é importante pra gente. A nossa música tem a ver. A gente sempre faz micareta, os carnavais que a gente fez no Guarujá ou em Juquehy fizeram bastante sucesso.

Lelynho.com.br: Quando perceberam que a banda já não era só uma brincadeira? O que vocês faziam antes da banda? E a carreira de engenheiros, administradores e publicitários que estavam construindo? Todos já largaram e estão se dedicando à banda?

Bonilha: Logo que a banda surgiu, foi o ano que eu fui morar em São Carlos. Eu comecei a construir umas casas e no ano seguinte o Cebola foi morar em São Carlos comigo e aí a gente montou uma construtora. A gente fez alguns prédios.

Só que na obra, é preciso estar lá sempre, e foi no ano passado que a gente viu que não dava para fazer os dois ao mesmo tempo. Então a gente resolveu parar de fazer a obra.

Aí em 2004, a gente resolveu dar uma raça nos Inimigos, que é o momento, né? Não dá pra gente escolher, o momento é esse. Vamos aproveitar.

Engenheiro eu vou ser pra sempre. O Inimigos da HP tá agora. É mais gostoso trabalhar com música nessa idade, quem sabe em 10 anos eu não queira uma vida mais "normal".

Sebá: Eu trabalhava com Marketing Promocional numa agência e eu fazia evento pra caramba, começou a não bater data. Às vezes, tinha que fazer evento e eu virava a noite e no mesmo dia tinha show.
Aí num dava. Eu falei "Quer saber? Inimigos na cabeça!". Fiquei um tempo com os Inimigos e depois pintou uma proposta para trabalhar numa empresa de um grupo espanhol, também na área de Marketing, mas quando veio o Lula e algumas incertezas, época de insegurança, os gringos ficaram com medo, dólar disparou, a empresa fechou. Mandou todo mundo embora. Quer saber? É O 2º SINAL!

E eu jogava Rugby também. Joguei 20 anos de Rugby, também tive que largar ano passado, pois começaram a bater datas de jogo, treino e etc. Agora treino, faço minha academia e dedicação total aos Inimigos.

Bonilha: Foi tudo progressivo. O Gui largou o trabalho há coisa de um, dois meses. O Bruno ainda não largou, mas deve largar daqui uns meses.
Ele trabalha num banco, na área de resseguro. E lá exige muito dele. Como ele tem um cargo bom, nós decidimos "permitir" que ele faltasse em alguns eventos da banda. Exatamente porque a gente faz tudo com coerência. Não tem porque ele largar um emprego que ele batalhou, um projeto de vida que ele tem no banco há muito tempo por alguns eventos da banda.
Vamos tocando, até uma hora que ele achar que já pode optar e aí vai ficar por conta dele.
Mas ele está muito animado com o grupo. A cabeça dele, só ele para saber.

Nós oito estamos felizes com a gravadora, com o empresário, com tudo. A gente tá progredindo e estamos satisfeitos.

O Gui tava numa construtora, mas ele presta consultoria. Ele acaba fazendo uns trabalhos em casa, na viagem. Não se desligou ainda. Só não tem esse compromisso de horário de trabalho. O Cebola e eu tínhamos uma construtora em São Carlos, que está parada.
O Alemão trabalhou em banco também, mas foi um dos primeiros a sair.

Lelynho.com.br: Bruno, como está sendo levar esses dois trabalhos, a banda e o banco?

Bruno: É um pouquinho cansativo pela falta de sono, mas em contrapartida, faz muito bem pra mente, então é uma coisa que acaba te relaxando de uma outra forma, você desliga completamente a mente do seu dia a dia de trabalho e dá mais força para enfrentar o dia seguinte.

Lelynho.com.br: E você vai continuar com os dois projetos? Pretende parar algum deles?

Bruno: Até hoje a minha estratégia sempre foi abrir portas, tanto no banco que eu trabalho, como na banda. E uma coisa que eu sempre falo, o profissionalismo que eu encontrei nesse ramo de música é uma coisa, que comparativamente com o ramo bancário, você vê até um profissionalismo maior. Todo mundo pergunta e você fez a pergunta certa. "Quando você vai parar de trabalhar?". Eu não vou parar de trabalhar em nenhum dos casos.
Mas é um trabalho diferente, são horários alternativos. Mas é um trabalho difícil, tão difícil quanto, que você precisa se entregar de verdade e eu espero mesmo poder entrar de cabeça na música. Me dedicar 100% do meu tempo a isso. Eu trabalhei pra isso, eu acredito muito nesse grupo que ainda vai dar muita alegria.


Herik Mourão

lelynho.com.br