| Alinne
Rosa, a atual vocalista do Cheiro de Amor, parece uma menina. Com
seu jeito jovem, seus cabelos coloridos(Rosa, é claro!) e seu
vigor em palco a fazem parecer uma jovem recém saída
da adolescência. Porém, a cantora já viveu muita
coisa. Saiu de Itabuna, na Bahia e tentou a sorte em Salvador. Fugiu
da casa do pai evangélico, que a proibia de sair à noite
e enfrentou inúmeras dificuldades. Sem abrigo e sem dinheiro,
Alinne conheceu uma realidade muito dura, antes de conhecer a fama
e o sucesso.
Apoiada
pela solidariedade de alguns e a amizade de Luciane Rocha, Alinne
conquistou, aos poucos, espaço em bandas de forró,
fez trabalhos de backing vocal e até foi morar na Europa.
A sorte premiou sua perseverança e garra quando participou
da seleção para vocalista do Cheiro de Amor.
Os tempos
difíceis, as noites ao relento, os trabalhos em barracas
de Capeta (drink baiano) ficaram para trás e agora ela vai
aos poucos colocando sua marca à frente do Cheiro. Luciane,
que conseguia abrigo pra Alinne na mercearia em que trabalhava de
dia, continua ao lado da amiga, hoje fazendo companhia e ajudando
nas viagens.
Recentemente
Alinne sofreu um revés na vida amorosa, seu namorado Rodrigo
Netto, músico do Detonautas foi baleado e morreu no Rio de
Janeiro. Mesmo triste e abalada, a forte cantora segue sua rotina
e mantém seus compromissos profissionais. Só cancelou
um show, no dia da morte de Rodrigo.
Nessa
entrevista exclusiva, ela fala sobre a vida antes da fama, seu lado
foliã, quando foi vítima das sátiras do Pânico
na TV, como usa a Internet para estar ao lado dos fãs, sua
cor favorita, e planos futuros da banda. Vale a pena conferir o
que essa cantora de voz marcante tem pra contar.
Lelynho.com.br:
Você tem vários perfis no Orkut, fotolog e email. Como
administra a relação virtual com seus fãs?
Alinne:
Eu lembro que no começo era mais fácil, mas hoje em
dia cresceu muito. Eu tenho meu laptop e eu fico lendo pra onde
eu vou, tento dar uma atualizada nas coisas, no fotolog, que eu
tenho também. Então, é uma coisa que eu sempre
gostei de fazer, eu gosto de fazer. E é bom manter um contato,
é virtual, mas ao memso tempo fica muito próximo do
fã. Adoro! Eu faço show e logo que chego no hotel
eu vejo se o povo gostou ou não gostou. Uma coisa que eu
faço questão de sempre estar em contato.
Lelynho.com.br:
Você teve uma experiência com uma cigana que lhe revelou
um futuro promissor. Como foi que você perdeu a timidez e
desatou á cantar?
Alinne:
Eu era muito tímida, não falava pra ninguém
que cantava, que gostava de cantar. Um dia essa cigana começou
a falar coisas e disse que eu tinha muito talento, mas que só
precisava tirar essa minha timidez que eu seria conhecida nacionalmente
e tal. Ai decidi que esse seria um empurrão que ela me deu.
Não sei se era verdade ou mentira o que ela falou, mas me
deu um empurrão. E eu deixei minha timidez de lado.
Lelynho.com.br:
E como largou a timidez?
Alinne:
Não sei, eu acho que alguma coisa despertou em mim,
lá no do meu ser. E a timidez foi pro brejo.
Mas ainda tem algumas coisas que eu ainda sou meio tímida.
Mas ... vou correr atrás do meu sonho e fui, sabe.
Lelynho.com.br:
E não tem curiosidade de ir atrás de uma cigana e
saber como vão ser os seus próximos anos?
Alinne:
Tenho. Eu queria reencontrá-la, mas eu não sei mais,
não tenho o contato. Eu queria encontrar essa pessoa pra
agradecer pelo empurrão que ela me deu. E pra saber mais
coisas.
Mas
eu não quero me preocupar muito com adivinhações
hoje em dia, não. Eu quero seguir o meu rumo, passo a passo.
Trabalhar bastante e é isso.
Lelynho.com.br:
O DVD gravado em BH fez sucesso e agora, o que vem por ai?
Alinne:
Agora já estamos em pré - seleção de
repertório. Estamos vendo arranjo e em setembro deve estar
nas lojas.
Lelynho.com.br:
Quem são seus amigos músicos, que costuma conversar?
Alinne: Nós, artistas baianos, somos muito
unidos e sempre que a gente se encontra é farra, é
festa. E tem eventos que reúne todo mundo, como o Axé
Brasil em BH – Minas Gerais. A gente reencontra todo mundo.
Mas esse lance de amizade .... a gente não têm nem
tempo. Tenho amizade com os meninos do Jammil, Claudinha, Amanda,
Ivete. Eu gosto muito quando a gente se encontra. Quando um está
em Salvador, a outra está viajando. Mas a gente se ajuda
e quando se encontra no aeroporto bota o papo em dia.
Lelynho.com.br:
Como foi a Alinne folia? Teve algum evento que marcou e
poderia contar?
Alinne:
Naquela época, não tinha bloco não, eu ia na
pipoca. Eu ia atrás mesmo, colada ali no som. Eu...Ave Maria,
eu gostava da muvuca, sabe? No bloco, eu fazia amizade com os cordeiros
e quando tinha briga, eles me colocavam pra dentro do bloco e depois
eu saía, quando tava mais aliviado. Eu sempre fui festeira,
eu adoooooro carnaval! Sempre eu olho lá de cima e fico com
vontade de ficar lá embaixo com o pessoal.
Lelynho.com.br:
Lembra algum artista que tenha te marcado como foliã?
Alinne:
O Ara ketu me marcou muito, adoro o Ara, adoro o Tatau, adoro as
músicas. Foi no meu primeiro carnaval de Salvador e eu segui
o Ara ketu o circuito inteiro, do começo ao fim.
Lelynho.com.br:
E vai mexer no cabelo?
Alinne: Eu não tenho uma coisa certa, talvez
eu mude. Quem sabe daqui uns meses eu não esteja com o cabelo
preto, loiro, ruivo vermelho, agora tá rosa, mas não
tem nada que me prenda. Meu nome é Alinne Rosa e vai continuar,
independente do cabelo.
Antes de entrar no Cheiro eu já tinha o cabelo rosa. Acho
que esse ano eu vou mudar. Talvez eu mude. Quem sabe pro lançamento
do outro CD eu não esteja com outro cabelo?
Lelynho.com.br:
Ai você conta pra gente, só não vai ficar loira.
Aline:
(Risos) É! Já têm muitas loiras. Tô pensando
ainda, estou fazendo uns testes.
Lelynho.com.br:
E o que acontece que toda cantora baiana adora Rosa. Tem uma canção
do Pierre, na época no Olodum, que sempre está no
repertório de Ivete, Daniela, Claudinha, enfim...
Alinne:
Inclusive a gente gravou no DVD com o Tonho Matéria e o Olodum
e ficou massa. Foi uma homenagem à... (pensa) mim. (risos)
Até
o pessoal que tem o DVD canta o refrão como ficou gravado
“OH Rosa Alinne Rosa”
Eu geralmente
uso preto bastante, meu apelido é rosa, eu gosto muito da
cor rosa, mas a minha cor preferida é o verde. Mas não
vou pintar o meu cabelo de verde, senão vou parecer o louro
José. (risos)
Cor da moda, cor do momento e as crianças adoram. Eu tenho
muitos fãs, que me acompanham, mas nem sempre podem ir aos
shows. Recebo e-mails de crianças dizendo que querem ir ao
show que vai ter na sua cidade, mas são pequenas e não
podem ir.
Lelynho.com.br: Você foi vitima do Pânico
na TV. Ficou chateada ou achou engraçado?
Alinne:
A gente tem que ter jogo de cintura com eles, né? Eles aprontam
com todo mundo, não fui a primeira e não serei a última.
Na verdade eu nem vi como é que saiu. Eles me pertubaram
bastante no Prêmio Multishow. Os meninos fazem isso, fazem
as piadas e depois fora do ar pedem desculpas. (risos)
Mas qualquer hora eu amasso a cara deles e peço desculpas
também. (Risos)
Lelynho.com.br:
Imagina você ter de ir ao programa deles na rádio?
Alinne:
Eu zoaria com eles também. A gente entende, é o trabalho
deles. Eles pegam pesadinho, às vezes, mas é o trabalho
deles. Eles têm que respeitar o nosso trabalho e a gente respeita
o deles.
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